O que Américo Vespúcio Viu
Américo Vespúcio avistou, em 1503, uma ilha muito vistosa e paradisíaca no nordeste do Novo Mundo. Era Fernando de Noronha, região formada por 21 ilhas e ilhotas, a 545 quilômetros do Recife, repletas de piscinas naturais e contato com a natureza. O que ele não imaginava é que este paraíso seria tomado pelo lixo tempos depois.
O que se vê hoje
Porém, a grande quantidade de visitantes e o isolamento dessa região têm favorecido o aumento do lixo no local, segundo as denúncias feitas pela Folha. De acordo com a repórter Giuliana Miranda, Fernando de Noronha, vista de cima, parece estar dividida em três partes: o paraíso dos turistas; onde lhes é proporcionado um contato com a fauna, golfinhos e tartarugas, e o ambiente tranquilo do local; o aeroporto; que fica do outro lado do arquipélago; e o paraíso do lixo; onde o lixo fica estacionado em um terreno entre as praias e o aeroporto.
O “lixão”, como é conhecido pelos nativos da região, fica próximo de uma usina de compostagem, que deveria transformar todo o resíduo orgânico produzido pela ilha em adubo.
Mas, a usina de compostagem não tem sido eficaz na transformação do lixo. A produção de lixo em Noronha, pelos turistas e nativos, é muito maior do que o que essa usina comporta. Dessa maneira, a parte externa da usina já é vista atualmente pela população como um “lixão” a céu aberto.
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