As recentes devastações causadas pelos furacões fizeram alguns canais da mídia mencionarem o "aquecimento global" como uma possível causa, mas uma equipe de pesquisadores do clima coloca as coisas nos devidos lugares. Na terça-feira, um grupo de climatologistas, cientistas, professores universitários e outros especialistas em mudança climática apontaram dois juízos falsos informados na imprensa sobre os furacões e a relação deles com a mudança climática, em uma carta ao senador John McCain (Republicano-Arizona), que preside um Comitê do Comércio que está examinando pesquisas científicas recentes referentes ao impacto das mudanças climáticas.
"O primeiro é a afirmação errônea que a intensidade ou freqüência dos furacões aumentou de forma significativa nas décadas recentes em resposta à tendência de aquecimento observada na temperatura da superfície. O segundo é a afirmação que uma futura tendência ao aquecimento da superfície levaria à tempestades mais freqüentes e mais fortes. Acreditamos que ambas são falsas, e isso pode ser demonstrado', os cientistas escreveram. Eles observaram que o Centro Nacional de Furacões informa que no último século, a década com o maior número de furacões que atingiram os EUA, foi a dos anos 40, e a freqüência dos furacões caiu desde então. De acordo como o Programa do Ambiente da Organização Meteorológica Mundial, das Nações Unidas, 'Dados confiáveis... desde os anos 1940 indicam que a força de pico dos furacões mais fortes não mudou, e a intensidade máxima média de todos os furacões diminuiu."
"A segunda afirmação no noticiário sobre os furacões e o 'aquecimento global', eles indicaram, envolve a questão 'se a tendência do aquecimento da superfície continuar são tempestades mais ou menos severas prováveis? ' As simulações feitas em computadores sugerem que em um mundo mais aquecido, a maior parte do aquecimento ocorreria nas regiões polares. A circulação atmosférica, que afeta crucialmente as tempestades, é dirigida principalmente pela diferença de temperatura, ou gradiente, entre os trópicos e os pólos", os especialistas escreveram. 'Regiões polares mais aquecidas reduziriam esse gradiente e, portanto, reduzir a intensidade geral ou a freqüência, ou ambos, das tempestades - não apenas as tempestades tropicais, mas também as tempestades de inverno de meia-latitude (tais como as nevascas), os climatologistas acrescentaram."

0 comentários:
Postar um comentário
Deixe seu comentario !
Duvida
Sugestões
Elogios
Para fazer um pedido
vá no menu PEDIDOS!